segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Estreia essa semana novo espetáculo da PalavrAção CIA de Teatro da UFPR

Estreia essa semana novo espetáculo da PalavrAção CIA de Teatro da UFPR
Sociedade dos Ratos, uma comédia de laboratório, entra em cartaz dia 23/11

Em um laboratório de pesquisas, o líder Amo Supremo sobre seu domínio a disseminação de informações, os atos e hábitos dos ratos lá viventes. Para exercer seu poder, ele conta com animais leais. Mas tudo pode fugir do controle quando a Ratazana e o Rato de Esgoto começam a divulgar ideias revolucionárias e libertárias às cobaias.

Com texto e direção de Marcelo Leonel Felczak, a Palavração CIA de Teatro da UFPR apresenta seu mais novo espetáculo “Sociedade dos Ratos” a partir de quinta-feira, 23 de novembro, às 20h30, no TEUNI (Teatro Universitário), localizado no prédio histórico da Universidade Federal do Paraná. A entrada é gratuita, e tem classificação etária de 12 anos. A peça fica em cartaz até 2 de dezembro, com exibições às quintas, sextas e sábados, no horário das 20h30.

Para dar vida à fábula proposta por Felczak, os atores aprofundaram suas vivências na Razão Orgânica, e em jogos teatrais, jogos de palavras, gestos ensaiados. A intenção foi utilizar do gênero cômico para a construção dos diálogos, cenas, personagens, contexto social, politico, moral, religioso, econômico e cultural dessa sociedade presa a um laboratório.

A Razão Orgânica é um conceito elaborado pelo professor da UFPR Hugo Mengarelli, ao longo de seus anos frente à Cia de Teatro, e que resultou em técnicas de desenvolvimento do ator e de criação de personagens.

O elenco conta com Ana Lúcia de Paulo Superchinski,  Andressa de Lima, Arthur Firmino, Danilo Pedrosa, Edilaine Maciel, Joao Winch, Marcel Henrique Gonçalves Sobrinho, Nícolas Wolaniuk e Sabrina Marques. E tem como equipe de apoio Janaina Ferreira, Maisa Ribeiro, Mateus Viudes.

Qualquer semelhança com fatos reais da nossa sociedade será mera coincidência!

Serviço:

Sociedade dos Ratos
da PalavrAção Cia de Teatro da UFPR

Estréia: 23 de novembro de 2017
Temporada:  de 23/11 a 2/12/2017 – às quintas, sextas e sábados
Entrada Gratuita (Retirar ingressos com uma hora de antecedência)
Classificação etária: 12 anos
Horário: 20h30
Local: TEUNI
Endereço: Praça Santos Andrade – Prédio Histórico da UFPR, 2º andar


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

PalavrAção encena LILITH no 8º Festival de Teatro de Paranaguá

O espetáculo será exibido nesta sexta-feira (17/11), às 14h30, no Teatro Rachel Costa

No primeiro dia da oitava edição do Festival de Teatro de Paranaguá (FestPar), PalavrAção Cia de Teatro da UFPR e a CIA Apeiron Produções apresentam o espetáculo LILITH, às 14h30, desta sexta-feira (17/11), no Teatro Rachel Costa. A performance tem classificação etária de 18 anos.


Na montagem da Cia de Teatro da UFPR, Lilith e Adão enfrentam as dores e descobertas de serem os primeiros habitantes da Terra. Entre as trevas e a lama, uma massa ganha vida e movimento. Os movimentos aceleram-se, e dessa unidade amorfa, dois seres se formam. O primeiro homem e a primeira mulher; a primeira mulher e o primeiro homem; nascidos-criados juntos.


Sabrina Marques e Nicolas Wolaniuk, sob a direção de Marcelo Felczak, recontam o mito sumério-hebraico, com seus corpos, movimentos e sons, a luta da separação da matéria inerte, o rompimento da inércia, o esforço de se elevar e manter-se de pé. Rompidos os momentos da criação, mulher e homem se confrontam, se desejam.

Esforço premiado e reconhecido

Para a montagem e reconstrução da história de LILITH, atores e diretor realizaram uma intensa pesquisa bibliográfica sobre o mito, e de exercícios corporais, como o Butoh, a Dança dos Ventos, e uma expressão da criação do inconsciente humano.

E todo esse esforço teve seu primeiro reconhecimento. Com a divulgação da Premiação do V Festival de Teatro de Pontal do Paraná nessa semana, o espetáculo da PalavrAção obteve o segundo lugar na categoria Adulto.

Serviço:

LILITH – VIII Festival de Teatro de Paranaguá
Data: 17 de novembro de 2017
Horário: 14h30
Local: Cine Teatro Rachel Costa
Endereço:  Rua Quinze de Novembro, 87 - Centro Histórico, Paranaguá




Texto: Daniel Patire
Fotos: Daniel Patire - Imagens feitas durante a encenação de LILITH no V Festival de Teatro do Pontal do Paraná, no dia 24 de outubro de 2017

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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Veja hoje! “Ninguém é Ninguém em Curitiba” em frente ao Palácio Avenida

Performance chama a atenção da “invisibilidade” dos mais de 1.700 moradores de rua

Em frente ao Palácio Avenida, no calçadão da Ruza XV de Novembro, a partir das 18h30, atores, dançarinos, cantores e estudantes ocuparão parte da calçada. Com cobertores, papelões, sacos plásticos, eles chamarão a atenção dos passantes para a situação de invisibilidade social de mais de 1.700 moradores de rua de Curitiba.  
A performance “Ninguém é Ninguém em Curitiba” foi idealizada pela artista M. Inês Hamman. Sob sua coordenação, os participantes com máscaras sem expressão ou feição deitarão na calçada. A movimentação, em ritmo lento, deseja causar um estranhamento nas pessoas que estiverem assistindo. E, a partir desse sentimento de estranheza, provocar uma sensibilização das condições de vida e de risco desses cidadãos que vivem hoje nas ruas da cidade. “Além de diferentes tipos de violência a que estão sujeitos, essas pessoas em situação de rua sofrem também com a indiferença. Eles parecem ser invisíveis à pressa do cotidiano”, diz M. Inês.

“Nossa ação tem por objetivo quebrar esse automatismo do dia-a-dia, provocado pela pressa, pela – cada vez maior – velocidade da vida”, explica a artista. “Com a ruptura desse cotidiano, poderemos ver essas pessoas que vivem em situações precárias, até nos sensibilizarmos e ajudarmos da forma como for possível; nem que seja conversando e ouvindo suas histórias”, complementa.

A performance - A ação performática “Ninguém é Ninguém em Curitiba” tem o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) da UFPR. A produção é assinada pela PalavrAção Cia de Teatro da UFPR.  E os artistas participantes são membros dos grupos artísticos da UFPR, como a própria PalavrAção, o Coral, e o Téssera, estudantes do curso de Produção Cênica, do SEPT-UFPR (Setor de Educação Profissionalizante e Tecnológica), e também estudantes do curso de Teatro da Unespar.

Durante a performance, serão distribuídos aos passantes pequenos pedaços de papéis com o título da ação “Ninguém é Ninguém”, de um lado; e, no verso, as frases: “Assim como você... Todos temos um nome, uma história. Em Curitiba, somos mais de 1.700 vivendo na rua”.

Pelas previsões da performer e criadora do projeto, a atividade deve demorar cerca de 30 a 40 minutos. “Queremos que todas as ações dos participantes sejam bem lentas para provocar a quebra dessa vida em velocidade que nos atropela”, salienta.

A artista - 
M. Inês é também Maria Inês Hamman Peixoto, professora aposentada do Setor de Educação da UFPR. Ela possui graduação em Filosofia, pela PUC-PR, graduação em Pedagogia pela UFPR, onde também obteve seu Mestrado em Educação. E, em 2001, ela recebeu o título de Doutora em Educação, pela Unicamp. Como professora e pesquisadora, Maria Inês trabalhou com os temas: Arte, Educação, Filosofia, Estética.
Ao trazer para a rua e tornar público o debate, a artista reforça seu compromisso com uma arte engajada e pública, como o faz desde sua primeira performance. Em 1996, ela performou “A Sentença”, na Praça Zacarias, em Curitiba. “A atuação, com a interação do público, acabou durando mais de seis horas; sendo interrompida apenas pela falta de energia elétrica, após uma tempestade que caiu naquela noite”, lembra Maria Inês.

Serviço
Ninguém é Ninguém em Curitiba
Data: 29/09/2017
Horário: 18h30min
Local: Calçadão da Rua XV de Novembro - entre a Travessa Oliveira Bello e a Alameda Dr. Muricy

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Preparativos para a performance

A performer M. Inês Hamman em mais uma tarde de ensaios com os participantes da performance "Ninguém é Ninguém".
Ela se encontrou com membros dos cursos de Extensão da Palavração Cia de Teatro da UFPR e do Coral da UFPR.
O encontro foi realizado na tarde de sábado (23/09), na Sala Hugo Mengarelli, da Palavração.







Texto e fotos: Daniel Patire

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Como não fazer "teatro no teatro"


A visita de Hugo Mengarelli para ver um ensaio de “Sociedade dos Ratos” foi o que marcou a terça-feira dia 12 na Companhia. O mestre orientou a prática da razão orgânica, e aplicou um exercício de improviso, dirigindo os trabalhos do dia. As duas atividades serviram para ele tecer considerações sobre a energia de cada um e incentivar a busca da verdade cênica pelo descobrimento do Dom.
                Foi uma grande oportunidade para os integrantes que entraram este ano tirarem dúvidas sobre a prática da razão orgânica e para os demais um mergulho nos seus elementos básicos, como o reconhecimento do espaço e interação com ele sempre como se fosse a primeira vez e a descoberta individual dos ritmos de cada respiração (torácica, abdominal e intercostal). Afinal, como lembrou Hugo, nem sempre sobra tempo para se fazer a razão orgânica prestando atenção em todos os seus detalhes, e assim eles podem se perder no dia-a-dia. Por isso mesmo o ideal é que todos se familiarizem o suficiente com a prática para que, não necessariamente o diretor da peça, todos os integrantes possam conduzi-la coletivamente, e cheguem ao ponto que cada qual tenha a autonomia de fazê-la por si mesmo, antes de entrar em cena, segundo o seu próprio ritmo. O que já foi posto em prática no exercício de improviso: antes de começar, cada dupla fazia rapidamente a razão orgânica, para retomar a concentração e se conectar com o outro.
O Dom, segundo ele, é saber dar energia e elementos para o parceiro em cena, mas também saber recebê-los do outro, cada um permitindo ser modificado pelo que é transmitido no momento mesmo que recebe, e assim vai-se construindo um jogo entre os atores diante dos olhos do público, que é o que dá a verdade em cena: é preciso saber quando desistir da própria ideia para comprar a alheia, quando não ceder, quando receber modificando o recebido, para validá-lo sem que atrapalhe o jogo em desenvolvimento. Esta é a magia do teatro. Sem isso, só se “faz teatro no teatro”. O exercício de improviso serviu para que os atores, alternando-se no palco e na plateia, percebessem isso.
Desse encontro, que acontecerá mais vezes ainda este ano, conforme combinado com o Mestre, fica aquela sensação de comemoração de retomar a travessia com a presença de seu criador (ora aposentado na UFPR) com mais frequência nas práticas da PalavrAção.

Por ASCIM Palavração: 
Texto: Ana Superchinski.
Edição: Sergius Ramos. 



sábado, 16 de setembro de 2017

Ninguém é ninguém em Curitiba

Performance é idealizada para sensibilizar curitibanos sobre situação de moradores de rua.

 A performer M.Inês Hammam fez uma oficina com integrantes dos cursos de extensão da PalavrAção Companhia de Teatro da UFPR na tarde deste sábado, 16 de setembro. O grupo foi apresentado as ações que serão executadas na performance “Ninguém é Ninguém em Curitiba”. O encontro foi realizado na Sala Hugo Mengarelli, no Prédio Histórico da UFPR.

A ação, que ocorrerá no dia 29 de setembro, a partir das 18h30, na região do Palácio Avenida -  prédio importante para a cidade, tem por objetivo provocar por quem lá estiver reflexões sobre a situação dos moradores de rua. Para a artista, essas pessoas viventes em situação de risco sofrem, para mais do que toda uma série de preconceitos, de uma invisibilidade social. "Além de chamas a atenção para esses moradores da nossa capital, queremos entender também como podemos mudar essa 'invisibilidade'", disse.


“Ninguém é Ninguém em Curitiba” contará com o apoio da PalavrAção, e de outros grupos artísticos da UFPR e da FAC, e faz parte do calendário de ações de Extensão da Federal. Com mais de 80 artistas, a performance ocupará uma área de mais de 700 metros de calçadas.




“Vamos ocupar a região da Rua XV de Novembro. E, além dos participantes que estarão performando, teremos integrantes conversando com o público. E isso é importante para sabermos como foi a recepção do que propomos”, explicou Maria Inês.



Texto, Foto e Vídeo: Daniel Patire

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Arte para sensibilizar e transformar

Parceria entre performer e a CIA PalavrAção busca dar visibilidade aos moradores de rua

A performer Maria Inês Hamann Peixoto conversou com os participantes do Curso de Extensão de formação de atores – Módulo I – Teatro de Comédia. Ela convidou-os para realizarem a performance “Ninguém é Ninguém”, com o intuito de sensibilizar os curitibanos quanto a situação dos moradores de rua da cidade. A artista visitou a sede da Cia na tarde desta sexta-feira, 1º de setembro.
“A intensão é chamar a atenção dos transeuntes, mostrando para eles que as pessoas viventes em situação de risco, como os moradores de rua, não são invisíveis, como também o seu número é crescente na capital paranaense”, explicou Maria Inês. 

Além da participação do grupo do módulo I, devem atuar na performance membros da Cia e também participantes do segundo módulo do curso de extensão, de acordo com Sergius Ramos, diretor de produção da PalavrAção. “Acreditamos na ação para transformar nossa realidade. E apoiaremos a ação de todas as formas que pudermos”, salientou.
“Ninguém é ninguém” acontecerá na última semana de setembro nas ruas próximas a Praça Zacarias, no centro de Curitiba. 


A artista
Maria Inês é também professora aposentada do Setor de Educação da UFPR. Ela possui graduação em Filosofia, pela PUC-PR, graduação em Pedagogia pela UFPR, onde também obteve seu Mestrado em Educação. E, em 2001, ela recebeu o título de Doutora em Educação, pela Unicamp. Como professora e pesquisadora, Maria Inês trabalhou com os temas: Arte, Educação, Filosofia, Estética, Marxismo.
Como artista, sua primeira performance data do ano de 1996, quando realizou “A Sentença”, na Praça Zacarias, em Curitiba. “A atuação, com a interação do público, acabou durando mais de seis horas; sendo interrompida apenas pela falta de energia elétrica, após uma tempestade que caiu naquela noite”, lembra Maria Inês.

Sob um cubo de gelo de 130 quilos, a performer se colocou vestida de algoz e também acorrentada, sendo ela mesmo a representação da juíza, executora e prisioneira de uma sentença.  À frente da artista postada embaixo do gelo que derretia, uma série de fotos de detalhes da instalação eram oferecidas aos passantes com o título “Escolha e leve a parte da sentença que lhe cabe”. Dentro do cubo, um coração de boi ia se revelando aos poucos. A intensão de Maria Inês era dá-lo ao público, quando do derretimento total do gelo.
A performance foi motivada pelas críticas e polêmicas em torno do 53º Salão Paranaense, realizado naquele ano, e que tinha sua abertura marcada para o mesmo dia em que a artista montou sua instalação, 19 de dezembro. Naquele ano, a instalação de Maria Inês, bem como de outros dois artistas foram aprovadas para participar do salão, após uma seleção com a participação pública, e depois desclassificadas sem justificativa.
Com “A Sentença” na rua, a artista conseguiu alcançar um público que possivelmente não teria no MAC (Museu de Arte Contemporânea do Paraná).

A partir dessa performance, ela realizou muitas outras ações de sensibilização nas ruas de Curitiba e outras cidades do país. E o fruto da reflexão das performances e da recepção do público é sua tese de doutorado “Relações Arte, Artista e Grande Público: a prática estético-educativa numa obra aberta”.

Texto: Daniel Patire
Foto do Encontro: Nicole Micaldi
Foto da Performance "A Sentença": Acervo pessoal da artista Maria Inês Hamann Peixoto